Mulher sentada em frente a janela, sob luz natural, amamenta bebê no peito. Cortinas em primeiro plano

Doação de leite humano salva vidas e reforça protagonismo da Enfermagem  

doação de leite humano segue como uma das ações mais importantes para a sobrevivência de recém-nascidos prematuros e de baixo peso no Brasil. Em 2025, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH BR) alcançou 239 unidades em funcionamento no país, consolidando o maior sistema público do mundo voltado à coleta, processamento e distribuição de leite materno. 

Além da estrutura nacional, os números do Paraná ajudam a mostrar a dimensão desse trabalho. Segundo dados atualizados da rBLH-BR, o estado conta atualmente com 15 bancos de leite em funcionamento. Ao longo do período analisado, o Paraná registrou mais de 327 mil mulheres doadoras e ultrapassou 427 mil litros de leite humano coletados. 

Os dados também revelam o impacto direto na assistência neonatal. Somente no Paraná, mais de 254 mil recém-nascidos foram beneficiados pelas doações.  

Por trás desses números, existe uma rede formada por mães doadoras, equipes multiprofissionais e, principalmente, profissionais da Enfermagem que atuam diariamente no acolhimento, orientação e cuidado das famílias. 

O papel estratégico da Enfermagem nos bancos de leite  

Enfermeira orienta mãe durante a amamentação em ambiente clínico
(Foto: Freepik)

Nos bancos de leite humano, as(os) profissionais da Enfermagem realizam consultas, orientam sobre manejo da amamentação, acompanham dificuldades na lactação e avaliam a saúde do binômio mãe-bebê. Além disso, colaboram na coleta, no armazenamento e no transporte do leite doado. 

Com isso, a Enfermagem está presente desde o primeiro atendimento à puérpera até o acompanhamento do bebê internado, fortalecendo a cultura da amamentação. 

A regulamentação dessas atividades ganhou reforço com a Resolução 741/2024, que estabelece as atribuições da Enfermagem nos Bancos de Leite Humano. A norma reconhece oficialmente a importância técnica e assistencial da categoria dentro desse serviço essencial para a saúde pública. 

Além do suporte técnico, frequentemente, as equipes clínicas ajudam mães inseguras ou emocionalmente fragilizadas após partos prematuros. Esse acolhimento contribui diretamente para aumentar os índices de amamentação e doação. 

Paraná concentra números expressivos na Região Sul  

O Paraná possui participação de destaque dentro da Região Sul. Conforme o levantamento da rBLH-BR, o estado reúne 15 bancos de leite humano em funcionamento, o mesmo número registrado em Santa Catarina e superior ao Rio Grande do Sul. 

Zoom mãos de duas mulheres. Uma mão aponta para recipiente contendo leite materno.
(Foto: Freepik)

Os indicadores estaduais também se destacam pelo alcance social da rede. Mais de 1,4 milhão de mulheres receberam assistência relacionada ao aleitamento materno no Paraná ao longo do período analisado. Além disso, o estado contabilizou mais de 327 mil mulheres doadoras. 

Outro dado importante envolve o volume de leite arrecadado. O Paraná respondeu por aproximadamente 427 mil litros de leite humano coletados, número que reforça a mobilização das famílias e das equipes de saúde. 

Ainda assim, especialistas alertam para a necessidade constante de novas doadoras devido a demanda nas unidades neonatais permanecer elevada durante todo o ano. 

Cada doação pode alimentar até 10 bebês prematuros  

Mulher sentada em frente a janela, sob luz natural, amamenta bebê no peito. Cortinas em primeiro plano
(Foto: Freepik)

O leite humano representa um recurso decisivo para recém-nascidos internados em UTIs neonatais. Além de fortalecer o sistema imunológico, ele reduz riscos de infecçõesmelhora o desenvolvimento do bebê e contribui para diminuir o tempo de internação. 

De acordo com especialistas da área neonatal, um único litro de leite humano pode alimentar até 10 bebês prematuros (dependendo do peso e da necessidade nutricional de cada criança). 

Por isso, campanhas de conscientização continuam essenciais. Para doar, basta estar saudável e não utilizar medicamentos incompatíveis com a amamentação.  

Nesse contexto, a atuação de cooperativas e instituições ligadas à categoria também se torna fundamental. Iniciativas de valorização profissional e fortalecimento da assistência, como as defendidas pela COOENF, ajudam a ampliar a qualidade do atendimento prestado à população, fortalecendo o trabalho da Enfermagem em diferentes áreas do cuidado materno-infantil. 

Fontes: Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) | Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH BR).