o papel da vacinação e da Enfermagem na prevenção contra o HPV(1)

Vacinar é cuidar: o papel da Enfermagem na proteção dos jovens contra o HPV 

Ilustração 3d do Papilomavírus HUmano
Foto: Freepik

Papilomavírus Humano (HPV) é hoje a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. Comumente presente entre adolescentes e jovens, esse vírus se espalha principalmente por contato sexual e pode causar desde verrugas genitais até diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe.  

No Paraná, a ampliação da vacinação tem sido prioridade e os profissionais de Enfermagem são protagonistas nessa proteção coletiva. 

“O HPV é um vírus comum, transmitido por ato sexual. Acomete pele e mucosas, principalmente quando a pessoa tem uma porta de entrada, como uma lesão prévia na região genital, por exemplo”, destaca Dr. Antonio Paulo Mallmann, Geriatra, Obstetra e prof. de Medicina da PUC-PR (CRM 10725/GO). 

Segundo o especialista, a principal prevenção contra o HPV é o uso de preservativos, assim como a vacinação, extremamente efetiva no combate ao HPV. 

Por que falar de HPV com adolescentes? 

Casal adolescente se abraça romanticamente
Foto: Freepik

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina oferecida pelo SUS é a forma mais eficaz de evitar a infecção. Além disso, no Paraná, a cobertura vacinal tem avançado de maneira exemplar: o Estado alcançou em 2025 mais de 85% de cobertura entre meninos e meninas de 9 a 14 anos, ficando entre as melhores taxas do país (fonte: saude.pr.gov.br). 

Esse avanço só é possível graças ao trabalho coordenado de equipes municipais, escolas, famílias e principalmente, dos profissionais de Enfermagem. 

Sinais de alerta: o que adolescentes e famílias precisam observar 

A adolescência é uma fase essencial para a prevenção ao HPV porque a vacinação é mais eficaz antes do início da vida sexual 

Embora muitas infecções por HPV sejam assintomáticas, alguns sinais merecem atenção imediata, conforme aponta o Dr. Mallmann: 

“O sinal de alerta fundamental é a presença de verrugas na área genital. Desconforto na relação sexual, corrimentos de repetição e histórico de sexo sem proteção também são sinais claros e que necessitam de imediata investigação do HPV.”. 

Como o vírus está diretamente relacionado ao câncer do colo do útero, o diagnóstico precoce é fundamental. Por isso, quanto antes identificado, menores são os danos futuros. 

Vacina contra o HPV: segurança, eficácia e necessidade real 

o papel da vacinação e da Enfermagem na prevenção contra o HPV(1)
Foto: Freepik

O HPV é altamente prevenível e o SUS oferece a vacina gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do Paraná. A imunização é segura e recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde.  

De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização contra o HPV é essencial para prevenir infecções futuras, especialmente porque a vida sexual pode começar precocemente. 

“Recado para todos os adolescentes: previna-se! O uso de camisinha e a vacinação são medidas essenciais para se combater riscos graves, como câncer do colo do útero, por exemplo”, reforça o ginecologista. 

A força da Enfermagem no combate ao HPV 

No Paraná, especialmente em Curitiba, profissionais de Enfermagem são a principal ponte entre população, informação e cuidado. Eles estão presentes: 

  • Nas campanhas de vacinação nas escolas 
  • Nas salas de vacina das UBS 
  • Na educação em saúde com adolescentes e famílias 
  • Na escuta qualificada e no acolhimento das dúvidas 
  • Na vigilância, triagem e encaminhamento dos casos suspeitos 

De acordo com o Dr. Mallmann, “a enfermagem é a principal referência de apoio, orientação e pesquisa na busca do diagnóstico do HPV, com profissionais altamente qualificadas(os) para atendimento”. 

Nosso papel como Cooperativa da Enfermagem é ainda mais importante para combater a desinformação, um dos maiores obstáculos para que adolescentes recebam a vacina no tempo certo. 

A vacinação no Paraná 

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Paraná, o estado tem reforçado o resgate de adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram contra o HPV, ampliando ações para alcançar esse público e evitar que jovens deixem de receber essa proteção. 

Com base nisso, a COOENF reafirma: vacinação é cuidado comunitário. Quando um adolescente se protege, protege também sua geração. 

O HPV não precisa ser um risco inevitável. Com vacinação, informação clara e acolhimento é possível proteger toda uma geração. 

Para a COOENF, cada enfermeiro e técnico em Enfermagem é agente essencial dessa transformação. Se você é profissional de Enfermagem e quer fortalecer ações de prevenção no seu território, conte com a COOENF.