De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), a Dengue exige atenção o ano todo. A dengue é uma doença endêmica no Brasil e no Paraná, o que significa que pode ocorrer em qualquer época do ano. Embora os meses mais quentes concentrem maior número de casos, a prevenção não deve se limitar ao verão.
Desde o início do atual período epidemiológico, a vigilância laboratorial no Paraná identificou a circulação simultânea de diferentes sorotipos, com destaque para o DENV‑1, DENV‑2 e o reaparecimento do DENV‑3.
Atualmente, observa‑se um predomínio do sorotipo DENV‑2, mas a presença de múltiplos sorotipos aumenta o risco de novos casos e reinfecções.
Por isso, a Sesa tem reforçado o alerta após a reintrodução do sorotipo 3 do vírus da dengue (DENV‑3) no Paraná. Esse sorotipo não circulava de forma significativa no estado desde 2016, o que torna grande parte da população mais suscetível à infecção, inclusive pessoas que já tiveram dengue anteriormente.
Ações de enfrentamento e responsabilidade coletiva

Esse cenário reforça que a dengue não deve ser tratada como um problema sazonal. Mesmo fora do período de maior incidência, o mosquito Aedes aegypti continua se reproduzindo sempre que encontra água parada.
O Paraná vem investindo em diversas estratégias para o enfrentamento da dengue, como o uso de novas tecnologias, monitoramento entomológico e métodos inovadores de controle do mosquito. Porém, nenhuma ação é eficaz sem o engajamento da população.
Para os profissionais de Enfermagem, que atuam na linha de frente do cuidado, a prevenção da dengue também passa pela orientação, educação em saúde e vigilância constante, tanto no ambiente de trabalho quanto na comunidade.
Prevenção começa dentro de casa

As medidas de prevenção seguem sendo simples, mas extremamente eficazes quando adotadas de forma contínua:
- Eliminar recipientes que possam acumular água;
- Manter caixas d’água e reservatórios bem vedados;
- Limpar calhas, ralos e bandejas de ar‑condicionado;
- Evitar o acúmulo de lixo e entulhos em quintais e terrenos;
- Redobrar a atenção em ambientes domésticos e locais de trabalho.
Essas ações reduzem os criadouros do mosquito transmissor da dengue e são fundamentais para o controle da doença.
Manter os cuidados de forma contínua é essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger a população.
A COOENF reforça que cuidar da saúde coletiva é um compromisso permanente e exige atenção, informação e atitudes contínuas.
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